21 julho 2016

Existe corrida pós chikungunya?

Se existe algo que atormentou a vida de muita gente, corredores e não corredores, foi a chikungunya, uma das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Ela traz os sintomas da dengue, como febre, dor de cabeça e no corpo, e associada a fortes dores articulares que se desenvolviam principalmente no tornozelo, joelho e pulsos. É importante ressaltar que com o tempo a febre, a dor de cabeça e outros sintomas vão passando, porém as dores articulares permanecem e podem durar meses (geralmente três meses) e em alguns casos anos! (muito tenso isso).

Para quem corre a chikungunya é uma tremenda pedra no sapato! As dores articulares deixam o corredor parado durante muito tempo! E mesmo quando volta a correr o desempenho não é o mesmo de antes.



Respondendo a pergunta título dessa postagem: “Existe corrida pós chikungunya?”
– HÁ SIM!

No meu caso, tive chikungunya em abril, passei 20 dias sem treinar e quando voltei passei cerca de um mês para conseguir me adaptar a planilha, e concluí-a ainda com as dores. Quanto ao ritmo: passei a nem me importar mais com ele, uma vez que o pace estava nas alturas e quebrar nos treinos passou a ser rotina. Contudo mesmo com tudo isso não me fez desistir de continuei a treinar!

Meus treinos que estava tentando fazer pela manhã fui obrigado a transferir parra noite, pois de manhã as dores era piores, sendo que alguns dias eu cheguei a cair pois me levantava da cama “de vez” e os pés não sustentavam por causa das dores.

Tomei alguns anti-inflamatórios/corticóides (principalmente predinisona)  que ajudavam a aliviar as dores nos momentos em que as mesmas eram insuportáveis!

Remédios caseiros e remédios naturais a base de alho ajudaram um pouco! (Veja mais aqui)

O fortalecimento dos membros inferiores foi fundamental para cessar de vez as dores

O segredo é não desistir e continuar aos poucos! Se não pode correr, caminhe! Se tiver que descansar, descanse! Não queira ser o melhor e o mais rápido, queira correr pelo e prazer de correr!


E lembre-se sempre: prevenir é o melhor remédio! Evite água parada e a proliferação do Aedes!

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